domingo, 15 de julho de 2012
No dia 15 de Julho, comemora-se o Dia do Homem no Brasil. Já em outros países, a data firmada para tal solenização é 19 de novembro, dia que marca o início da data comemorativa, criada em 1999, por Dr. Jerome teelucksingh, em Trinidad e Tobago. Hoje, em caráter internacional, é celebrada na Jamaica, Austrália, Índia, Itália, Estados Unidos, Nova Zelândia, Moldávia, Haiti, Singapura, Malta, África do Sul, Gana, Hungria, Canadá, China e Reino Unido.
A criação da data teve como objetivo a promoção da saúde dos homens e a busca por igualdade entre gêneros, destacando a discriminação sofrida e enfatizando as conquistas e melhorias trazidas por eles em diversos aspectos que envolvem sociedade e família.
Desde o início da celebração, a UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura) apoia a iniciativa e, através de sua representante, Sra. Ingeborg Breines, diretora da Secretaria de Mulheres e Cultura de Paz, afirma que “é uma excelente ideia e que daria um certo equilíbrio de gênero”.
O artigo 1° da Declaração Universal de Direitos Humanos relata:
“Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e de consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade.”
O Dia do Homem tem igual importância ao Dia da Mulher, pois ambos têm o seu espaço na sociedade e buscam objetivos semelhantes como a promoção da vida, o bem-estar da família, o cuidado com o meio ambiente e a busca pela saúde física e mental.
Por Gabriela Cabral
quinta-feira, 12 de julho de 2012
Muita gente costuma limpar os ouvidos com cotonetes. Mas esse costume pode causar sérios problemas para os ouvidos, como por exemplo machucados e até infecções. Quando usamos um cotonete, empurramos para dentro a cera que serve como proteção para o nosso ouvido podendo gerar uma espécie de tampão que deve ser removidos com lavagem em um consultório médico. Em casos mais graves, o cotonete pode atingir o tímpano e levar à perda de audição.
O bombeiro hidráulico Wesley da Rocha teve sorte. Ele conta que quase furou o tímpano com o cotonete. “No que eu coloquei o cotonete, não tive a precisão certa da profundidade, e deu só um estouro. Ai começou a sair uma secreção, tipo pus. Coloquei um algodão e fui para o hospital, chegando lá, o médico me avaliou e falou que tinha dado uma infecção. Não chegou bem a furar, só bateu nele, mas por ter tido o contato deu a inflamação. Passou o remédio para ficar passando e todo dia lavando até sarar.”
A otorrinolaringologista do Grupo Hospitalar Conceição no Rio Grande do Sul, vinculado ao Ministério da Saúde, Carolina Mello detalha como deve ser feita a higienização do ouvido e da orelha. “O ideal é que a limpeza seja feita com uma ponta de toalha e sem colocar nada dentro do ouvido, nem cotonete. O cotonete seria mais indicado para uma limpeza externa, quando tem alguma cera visível na parte externa do ouvido ai seria interessante. Para limpar atrás da orelha, mas jamais para colocar dentro do ouvido.”
A otorrinolaringologista explica que a cera funciona como uma proteção para o ouvido. Ela evita que insetos e sujeiras entrem no canal auditivo e por isso ela não deve ser totalmente removida.
Por meio do espirro, nós eliminamos secreções e limpamos as vias aéreas. O ar que sai de um espirro pode atingir uma velocidade superior a 160 quilômetros por hora. Quando a gente segura o espirro a pressão se volta para dentro da cabeça, podendo provocar tontura e até mesmo inflamação, porque mantém a secreção que seria expelida dentro das vias aéreas.
A estudante Heloisa Rosignoli tem rinite alérgica e conta que prende o espirro para não incomodar os outros. “Quando você tem rinite, dificilmente você dá só um espirro. Eu dou no mínimo três espirros ou mais e às vezes é necessário prender, porque estou em lugar que está em silêncio, as pessoas estão concentradas e fica um pouco desconfortável espirrar muitas vezes e alto na frente dos outros. Imediatamente, após prender o espirro, eu sinto um pouco de tontura e um pouco de pressão no rosto”, relata a estudante
A otorrinolaringologista do Grupo Hospitalar Conceição no Rio Grande do Sul, vinculado ao Ministério da Saúde, Carolina Mello, explica o que pode acontecer quando a gente prende o espirro. “O que acontece é que ele não é eliminado e isso vai gerando um acúmulo progressivo da secreção dentro do nariz. Isso facilita que esse acúmulo se estenda para os seios da face e possa causar uma sinusite. Então, o ideal é que realmente o espirro ocorra normalmente e que além disso seja feita uma higiene nasal, de preferência com soro fisiológico para eliminar bastante a secreção que está se acumulando no nariz”, explica.
A especialista recomenda colocar a mão ou um lenço na frente do nariz quando formos espirrar, não apenas por questão de educação, mas também para não espalhar a secreção que pode contaminar quem está em volta.
segunda-feira, 9 de julho de 2012
A gravidez, o parto e o nascimento são acontecimentos importantes na vida de uma mulher e das pessoas próximas à ela. Para dar a assistência necessária às gestantes e seus filhos, o Ministério da Saúde lançou, em março de 2011, a estratégia Rede Cegonha, composta por um conjunto de medidas para garantir a todas as brasileiras, pelo Sistema Único de Saúde (SUS), atendimento adequado, seguro e humanizado desde a confirmação da gravidez, passando pelo pré-natal e o parto, até os dois primeiros anos de vida do bebê.
A Rede Cegonha conta, desde seu lançamento, com R$ 9,397 bilhões do orçamento do Ministério da Saúde para investimentos até 2014. Esses recursos são aplicados na construção de uma rede de cuidados primários à mulher e à criança. “Temos que construir um ambiente acolhedor para que a mulher se sinta mais segura nesse momento e, para isso, é necessário a qualificação do espaço físico e a mudança das práticas”, enfatiza a coordenadora da área técnica de Saúde da Mulher, Esther Vilela.
Todos os estados brasileiros já aderiram à estratégia. Em seu primeiro ano de funcionamento, o Brasil registrou queda recorde no número de mortes maternas. Entre janeiro e setembro do ano passado, foram contabilizados 1.038 óbitos decorrentes de complicações na gravidez e no parto, o que representa queda de 21% em comparação ao mesmo período de 2010, quando 1.317 mulheres morreram por essas causas. Além disso, já foi possível avançar no acesso às consultas de pré-natal. Em 2011, mais de 1,7 milhão de mulheres fizeram, no mínimo, sete consultas pré-natais.
Como funciona – A Rede Cegonha está dividida em três fases. Saiba mais:
1) Pré-natal: Etapa na qual há uma prioridade de atendimento à gestante nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). É nela que há a realização imediata do teste rápido de gravidez e de todos os exames pré-natais. Também, será neste momento, que a mamãe fará a vinculação com uma maternidade e saberá, desde os primeiros meses, onde terá o seu bebê. São promovidas visitas ao local do parto.
2) Parto e Nascimento: Nesta fase, a Rede Cegonha qualifica as equipes de saúde para prestação de atendimento humanizado e especializado. Há o acolhimento com classificação de risco, ambiente confortável e seguro para a mulher e o bebê e foco na humanização e qualidade do parto. A mulher tem o direito a um acompanhante durante o parto e atendimento especial no caso de uma gravidez de risco. Além disso, a estratégia garante atenção humanizada às mulheres em situação de abortamento.
3) Pós-parto: Durante este período, a Rede Cegonha acompanha o crescimento e desenvolvimento da criança de 0 a 24 meses de idade. Há a orientação sobre todos os cuidados necessários para a mulher e seu bebê, promoção e incentivo ao aleitamento materno e acompanhamento do calendário de vacinação. Além disso, as mamães podem ter acesso a informações e disponibilização de métodos de planejamento familiar e a consultas e atividades educativas.
Para ter acesso à Rede Cegonha, basta a gestante procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS).
Nesta semana, o Ministério da Saúde lançou o Guia dos Direitos da Gestante e do Bebê. Com o apoio do Unicef, o guia é ilustrado pelo cartunista Ziraldo e apresenta informações essenciais sobre o direito ao pré-natal de qualidade, ao parto humanizado e à assistência ao recém-nascido e à mãe. Foi lançado também o Cordel Rede Cegonha, com ilustrações e versos que mostram tudo o que a Rede Cegonha oferece.
Mônica Plaza / Blog da Saúde
O inverno começou e com ele chegam algumas mudanças no cotidiano das pessoas. Além das baixas temperaturas registradas em algumas regiões do Brasil, o clima fica mais seco e a umidade relativa do ar diminui. Uma das partes do nosso corpo que sofre nessa época do ano são os olhos. E quase sempre será preciso procurar auxílio profissional para resolver o problema.
“É comum nessa época do ano a pessoa sentir o olho seco. O clima faz com que as pessoas percam mais água de maneira geral e nos olhos, com as lágrimas, em particular. Então, há a sensação de que há um corpo estranho nos olhos, de que eles estão grudados, que nada mais é do que o muco que é produzido a mais para poder tentar a lubrificação”, explica Mizael Pinto, chefe do Serviço de Oftalmologia do Hospital Federal da Lagoa, vinculado ao Ministério da Saúde.
O especialista recomenda medidas simples para dar mais conforto a quem sofre de olho seco. “O ideal é tentar aumentar a umidade do ar nos locais onde a pessoa fica ou usar colírios, receitados por um profissional”, adverte.
Em algumas regiões do país chove pouco nesse período, aumentando a luminosidade do sol. Mizael Pinto alerta que é importante proteger os olhos da exposição excessiva. “O que prejudica mais na luminosidade, dependendo do local em que a pessoa esteja, como a beira de uma praia, por exemplo, é o reflexo muito grande e os raios ultravioletas. O mais indicado é o uso de óculos escuros. Mas não pode ser qualquer um e sim os que tenham filtro contra raios ultravioletas”, salienta.
Ao contrário do verão, não são comuns os casos de conjuntivite no inverno. “Pode até ter um ou outro caso de conjuntivite viral ou até mesmo bacteriana. Mas não temos epidemias nessa época, daquela forma do verão, quando vemos as pessoas com os olhos inchados e muito vermelhos, e com secreção. Pode haver um caso de conjuntivite esporádico, cujo tratamento é a higiene do local, o uso de colírios hidratantes e observação médica”, finaliza.
Fonte: Marcos Moura / Agência Saúde










