quarta-feira, 7 de agosto de 2013
Confira apresentação do Ministro Alexandre Padilha e matéria do Portal da Saúde.
A expectativa é boa entre os profissionais que participarão da primeira etapa do Mais Médicos. O clínico geral Fernando Antônio Mansur afirma que o incentivo para se inscrever no Programa foi a necessidade de mais médicos no interior do país. “Quero dar a minha contribuição ao povo brasileiro, participar de um programa que envolve humanidade e solidariedade”, ressalta.
Fernando se formou em 1979 e escolheu o município de Bagé (RS) para atuar pelo Mais Médicos. Ele acredita que mudanças significativas só ocorrem se cada um fizer a sua parte.
“Se quero um país melhor, tem que partir de mim. Já trabalhei em municípios onde eu tinha que atravessar de canoa para chegar à população, que ficava meses sem receber visita médica”, afirma.
A médica Gabriela Rodrigues, formada este ano, está bastante animada para participar do #maismedicos. Ela se interessou pelo valor da bolsa que será paga pelo governo federal e pela possibilidade de escolher um município em seu estado, Minas Gerais.
O governo vai pagar aos médicos uma bolsa de R$ 10 mil por mês. Haverá também uma ajuda de custo e os profissionais farão especialização em Atenção Básica durante os três anos do programa
Gabriela atuará na cidade de Periquito (MG), município a 40 minutos de Governador Valadares, onde vive. “Acho que posso ajudar bastante a população”, afirma.
O Programa – O Mais Médicos ampliará a presença de profissionais médicos em municípios do interior e periferia das grandes cidades do Brasil. Todos os esforços fazem parte do Pacto pela Saúde, que foi lançado pela presidenta Dilma Rousseff, em 8 junho, e prevê a expansão e a aceleração de investimentos por maior quantidade e qualidade de hospitais e unidades de saúde e também pela contratação de mais profissionais da saúde.
Médicos formados no Brasil têm prioridade na participação do Programa e também aqueles brasileiros que fizeram faculdade no exterior. Médicos graduados em outros países só serão chamados a ocupar os cargos caso as vagas não sejam preenchidas por brasileiros.
Só poderão participar desta seleção profissionais de saúde com registro de exercício profissional em países com proporção de médicos maior que a do Brasil, em respeito a uma resolução da Organização Mundial de Saúde(OMS) que se posiciona contra o agravamento do déficit de médicos nos países.
Os médicos estrangeiros devem ter conhecimento da Língua Portuguesa e terão sua qualidade de formação mensurada a partir de participação de um módulo especial de treinamento e avaliação, em uma universidade pública federal, durante três semanas.
Fonte: Blog da Saúde
Além deste reajuste, o Ministério da Saúde também financia, pela primeira vez, a construção de CAPS III, CAPSad III e Unidades de Acolhimento (UAs), adulto ou infantil, em todo o país. Para este financiamento, estão sendo investidos R$ 100 milhões. A portaria sobre este incremento foi publicada em abril com a previsão de recursos na ordem de R$ 50 milhões, porém o MS decidiu dobrar este montante.
“Além do custeio, estamos repassando uma verba de R$ 100 milhões para que as prefeituras e os estados solicitem recursos para a construção de UAs e CAPS”, destacou o secretário de Atenção à Saúde, Helvécio Magalhães, durante a solenidade desta terça-feira no Ministério da Justiça. O secretário lembrou que o aumento do custeio é para todas as unidades, tanto as que já estão prontas como aquelas que serão construídas.
Reajuste –Com a ampliação do repasse de custeio, os CAPSad III que hoje recebem R$ 78.800,00, terão R$ 105 mil para custeio mensal e os CAPS III, que atualmente recebem 63.144,38, passam para 84.134,00.
Já em relação aos valores destinados para a construção de novas unidades, os gestores locais vão contar com valores entre R$ 500 mil para Unidades de Acolhimento (UAs) e R$ 1 milhão para os CAPS III. A previsão do Ministério da Saúde é a de que sejam construídos mais 60 CAPS ou UAs até 2014.
Crack, é possível vencer – O anúncio foi feito nesta terça-feira (6) durante solenidade, no Ministério da Justiça, de adesão de mais oito estados com o governo federal ao Programa “Crack, é possível vencer”, completando com isso todas as unidades da federação. Estão na lista Amazonas, Amapá, Rondônia, Roraima, Tocantins, Mato Grosso, Maranhão e Bahia.
Soma 92 o número de municípios que já aderiram ao programa e, no dia 6 de agosto, juntamente com os oito estados que restavam, 28 municípios também fazem adesão, elevando para 119 o número de municípios que participam do Programa.
Desde o início do programa, foram criados 1.851novos leitos nesses serviços. Em todo o País, foram habilitados e estão em funcionamento 37 CAPS AD III (370 leitos), 60 Unidades de Acolhimento (900 leitos), 225 vagas em 14 comunidades terapêuticas e 84 Consultórios na Rua, além de 581 leitos em enfermarias especializadas em álcool e drogas em hospitais gerais.
Fonte: Blog da Saúde





